Perguntas Frequentes

  1. Qual a legislação que regula a qualidade da água para consumo humano?

A legislação que regula a qualidade da água para consumo humano, é o Decreto-Lei nº 306/2007, de 27 de agosto.

  1. Porque é que, por vezes, a água sabe ou cheira a cloro? 

Para assegurar as ótimas características de uma água de boa qualidade, é necessário adicionar uma pequena quantidade de hipoclorito de sódio. Em determinadas situações, como a intervenção de uma reparação numa conduta, é realizado um reforço na dosagem do hipoclorito de sódio, de forma a garantir a boa qualidade de água nas torneiras. Apesar destas situações, a água pode ser consumida sem qualquer risco.

  1. Qual a importância do cloro?

O cloro, sob a forma de hipoclorito de sódio, é um desinfetante utilizado no tratamento da água para consumo humano que visa manter a qualidade microbiológica da mesma, não representando quaisquer problemas para a saúde nas quantidades (muito baixas) utilizadas para tratamento da água.

  1. Porque é que, por vezes, a água sai branca da torneira? 

Quando há falta de água ou roturas na rede, as condutas ficam sem água e no lugar dela fica ar. Quando tudo volta ao normal, a água volta com muita pressão e a maior parte do ar sai da rede através de dispositivos especiais. Mas, pode ficar algum ar dentro dos ramais. Parte deste ar pode sair pela torneira e parte pode dissolver-se na água. É este ar dissolvido que quando se liberta da água forma bolhas muito pequenas que dão o aspeto branco à água. Se reparar, essa água colocada num copo começa a ficar límpida de baixo para cima. Só o aspeto visual desta água é que pode parecer estranho. A sua ingestão não tem qualquer risco associado. Passado algum tempo, esta situação retorna à normalidade.

  1. Porque é que, por vezes, a água sai amarela da torneira? 

Este aspeto poderá estar associado à presença de ferro na água; o seu aparecimento é normal quando a utilização da água é interrompida por algum tempo e em contacto com o material das tubagens no interior das habitações ou edifícios reage, adquirindo a tonalidade amarela.

Esta situação carece de acompanhamento já que o aparecimento constante da cor amarela poderá estar associado a corrosão das canalizações internas, normalmente construídas em ferro, resultando no aparecimento de ferrugem e do sabor a ferro. A solução adequada consiste na sua substituição por canalizações de material não corrosivo, como é o caso do PEAD (Polietileno de Alta Densidade) utilizado na instalação dos ramais atuais.

  1. São necessários filtros adicionais nas torneiras do consumidor para a água distribuída?

A água que lhe é distribuída tem qualidade adequada para o consumo humano, sendo a sua qualidade fiscalizada pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos dos Açores (ERSARA) que aprova o Programa de Controlo da Qualidade da Água implementado no concelho de Praia da Vitória. Os resultados obtidos comprovam a essa qualidade dispensando a instalação de equipamentos ou tratamentos adicionais. Por outro lado, a utilização de filtros pode ter o efeito inverso já que estes podem libertar amoníaco, sódio ou ainda criar condições para o desenvolvimento de bactérias, quando não utilizados corretamente.

  1. A qualidade da água pode sofrer alterações na minha casa?

A idade e o estado de conservação das canalizações e hidropressores ou reservatórios do prédio (caso existam) podem alterar as características da água, concretamente o sabor, o cheiro e a cor. É essencial assegurar a manutenção e limpeza de todos os equipamentos em contacto com a água; a utilização de reservatórios é desaconselhável pois pode ser a origem de contaminação microbiológica. A temperatura da água também pode influenciar o seu sabor. 

  1. Como sou avisado em caso de água sem qualidade?

A lei prevê os mecanismos de atuação para os casos em que os valores limite são ultrapassados e há necessidade de tomar medidas para resolver os problemas detetados.

Cada vez que o laboratório responsável pela análise da água deteta uma violação de um valor limite, está obrigado a informar, até ao fim do dia útil seguinte, a entidade gestora que, por sua vez, em 24 horas úteis está obrigada a informar a ERSAR e a autoridade de saúde. Deste modo, garante-se uma atuação rápida na resolução dos problemas detetados.

Quando os problemas detetados determinem restrições ao consumo da água ou mesmo a suspensão do abastecimento, compete à autoridade de saúde informar todos os utilizadores. Refira-se ainda que nestas situações a entidade gestora está obrigada a providenciar uma alternativa se as restrições ao consumo ou a suspensão do abastecimento se prolongarem por mais de 24 horas.

  1. Conselhos úteis

Após um período prolongado de ausência, e antes de beber água, aconselhamos a abrir as torneiras durante alguns minutos para renovar a água que se encontra nas canalizações. No caso de detetar algum problema na água contacte a Praia Ambiente.